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Empresa que administra a UTI do Hospital Regional Paulo Alemão é denunciada na Câmara de Vereadores de Água Boa

O autor das denúncias, vereador Heronides Silveira protocolou os fatos no MPF

As denúncias foram apresentadas durante a sessão da Câmara Municipal de Vereadores de Água Boa-MT,nesta segunda feira (19/04/21).Na oportunidade o vereador Heronides Silveira Junior – PL,  apresentou várias denuncias contra a empresa CURE, que é responsável por administrar a UTI do Hospital Regional Paulo Alemão.( Assista a Sessão da Câmara de Vereadores ,acima)👆🏽

Nas denúncias apresentadas, vários pontos considerados irregulares são citados.

O assunto se tornou bastante polêmico e foi amplamente discutido entre os vereadores, havendo inclusive momentos de alteração por parte de parlamentares.

A seguir a denúncia na integra, que foi  protocolada pelo vereador Junior Silveira no Ministério Público Federal.

1. Médicos sem CRM, ou seja, estagiários, sem capacitação, cuidando de forma integral de pacientes em estado grave na UTI SEM SUPERVISÃO, sendo que há um “estagiário” que nem ao menos fala Português.
2. Realização de procedimentos por médicos sem capacitação. Ex: realização de hemodiálise por médico generalista; procedimento de traqueostomia sem a presença de cirurgião capacitado.
3. Utilização de medicamentos inferiores, de segunda ou terceira linha, quando os valores repassados são para medicamentos de primeira linha.
4. Reaproveitamento de material médico que deveria ser descartável, e que vem sendo reutilizado em vários pacientes. Ex: seringas (relatos que são usada a mesma seringa em vários pacientes); tubo traqueal; dieta em frasco de soro; agulha de insulina é reutilizada a mesma em vários pacientes. A Sra. Raquel, esposa do Dr. Sebastião, médico responsável pela UTI, que determinou essas reutilizações .
5. Relatos de funcionários de haver período dentro da UTI sem médico por várias horas, deixando a UTI sozinha para atender pacientes particulares no mesmo período.
6. Plantões onde deveria haver 5 ou 6 técnicos e/ou enfermeiros para o total de 18 leitos de UTI, mas são utilizados apenas 1 ou 2 técnicos.
7. Relatos que de a ordem recebida dentro a UTI é de não intubar pacientes, pois custa mais recursos financeiros e humanos.
8. Os funcionários que atuam dentro da UTI não estão registrados e não se sabe o valor de salários recebidos.
9. Manipulação de pacientes que são internados na UTI sem necessidade clínica só para aumentar a estimativa de “sucesso” clínico.
10. O aparelho de Hemodiálise era um Fresenius (máquina de primeira linha), a qual foi trocada por uma de segunda linha e operada sem médico habilitado.
11. Relatos de prescrição médica pelos “Doutores estagiários”, os quais davam receitam em branco (sem carimbo e sem assinatura, para posteriormente serem assinadas pelo Dr. Sebastião ou Márcio Kato).
12. Bombas de Infusão com doses de medicamentos aceleradas e sem parâmetros clínicos corretos.
13. Relatos que o Dr. Sebastião utiliza os pacientes internados na UTI para ensinar a realizar procedimentos médicos.
14. Relatos de pacientes ficando vários dias sem receber alimentação, até mesmo água para beber. E não há uma Nutricionista responsável pela UTI.
15. Não há livro ATA da Enfermagem constando escalas e procedimentos realizados dentro da UTI.
16. Há relato de que a médica estagiária Lígia de Tal fez um dreno de tórax sem indicação clínica e resultou em óbito do paciente José Pacheco. A estagiária saiu de dentro da UTI para não ser responsabilizada e o Dr. Márcio Kato assinou a documentação do paciente.
17. Relato do Paciente que era Policial Militar, que após passar por procedimento cirúrgico, teve uma parada cardíaca, então foi usado neste paciente um medicamento trombolítico (Actilize) para intervir no quadro cardíaco, mas devido ao fato de que o paciente havia passado por procedimento cirúrgico, tal medicamento causou uma hemorragia, e o medicamento utilizado erroneamente causando o óbito do paciente. E este medicamento era de uso do Hospital Regional, e não da UTI.
18. Tem técnico de enfermagem que pediu demissão da UTI por não aguentar ver mais as irregularidades.
19. Relato de má higienização de pacientes, havendo caso de “bicheiras” dentro da boca de pacientes, sendo solicitado produto veterinário para combater larvas de moscas varejeiras (print de mensagem do Aplicativo de WhatsApp).

20. Compra dos medicamentos e insumos utilizados na UTI com o CNPJ do Hospital Regional, e não da empresa CURE Tratamento de saúde LTDA.

Liberdade FM

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