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RS- ‘Fez pra atingir minha filha’, diz avó de quatro crianças mortas em Alvorada; suspeito é o pai

David da Silva Lemos, de 28 anos, foi preso em um hotel de Porto Alegre-RS. Segundo a polícia, ele teria dado calmante e depois matou os quatro filhos.

A avó materna das quatro crianças encontradas mortas dentro de casa em Alvorada, Região Metropolitana de Porto Alegre-RS, relatou que o pai e suspeito, David da Silva Lemos, de 28 anos, já havia agredido a mãe das crianças e que cometeu os crimes para atingi-la. De acordo com a polícia, a principal motivação investigada é a de vingança. 

 

“Ele já agrediu minha filha. Já tinha acabado o relacionamento, não tinha nada mais a ver, mas ele fez pra atingir minha filha, com certeza, da pior forma que tem. Ele é um covarde”, diz Idenise Martins da Silva.

 

A avó afirma que, durante o relacionamento, o homem tinha histórico de agressões. “Teve uma vez que as crianças foram para casa da avó lá de Alvorada, e ele agrediu ela. Chamei a BM (Brigada Militar), que pegou ele. E agora ele fez essa barbaridade com meus netos, que não tinham nada a ver. Esse assassino”, diz.

As quatro crianças foram encontradas mortas na noite de terça-feira (13/12/22). As vítimas são os irmãos Yasmin Antunes Lemos, de 11 anos; Donavan Antunes Lemos, de 8 anos; Giovanna Antunes Lemos, de 6 anos; e Kimberlly Antunes Lemos, de 3 anos. Três delas tinham marcas de facadas e uma aparentava ter sido asfixiada.

As quatro crianças são filhas do homem com a mesma mãe, uma mulher de 24 anos. O casal estava separado e as filhos, que visitavam o pai, voltariam para a casa da mãe nos próximos dias. A mulher tem medida protetiva contra ele.

De acordo com o conselheiro tutelar Diego Armelito, de Alvorada não havia nenhum relato de violência com as crianças.

Segundo a Polícia Civil, no fim da tarde desta terça, próximo ao horário que a polícia suspeita ter ocorrido o crime, o ex ameaçou a ex-companheira por mensagens. Após os assassinatos, ele fugiu para Porto Alegre, mas foi preso.

Em nota, a defensoria afirma que aguarda a conclusão do inquérito policial. O homem ainda não constituiu advogado particular. “Caso não constitua advogado particular a Defensoria Pública, por seu dever constitucional, irá atuar na defesa”.

Segundo a polícia, o homem deu calmante para as crianças e depois as matou. Na delegacia, em depoimento e na presença de um defensor público, ele ficou em silêncio e não deu detalhes da ação.

 

Mapa mostra o local onde o crime ocorreu e onde o suspeito foi preso — Foto: Arte/g1

Mapa mostra o local onde o crime ocorreu e onde o suspeito foi preso — Foto: Arte/g1

 

Polícia investiga vingança como motivação

 

O delegado do caso, Augusto Zenon, afirma que, apesar de não ter dado depoimento, o homem respondeu a perguntas no momento da prisão e disse que crime foi motivado por vingança.

“Nos referiu que a motivação decorreu de desavenças com a ex-companheira e que como uma forma de causar um mal pra ela, vingança, ele cometeu esse homicídio quádruplo contra os próprios filhos”, disse o delegado.

Zenon disse ainda que o homem afirmou ter dado um chá para as crianças dormirem antes dos crimes.

“Cada uma das crianças ele ia levando para dentro da casa, fazia a criança dormir. Ele já tinha aplicado um chá nas crianças, nos referiu que foi um chá que ele deu na segunda-feira (12) pela manhã e que ele ia levando as crianças para casa e a criança dormia e ele sufocava a criança com o travesseiro. Isso foi feito na criança mais nova e nas maiores ele fez a mesma coisa e depois deu as facadas. As crianças mais velhas foram golpeadas no peito e nas costas com mais de 10 facadas”.

A casa e os corpos ainda vão passar por perícia. Os detalhes do crime são investigados pela polícia.

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