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Governador pede suspensão de eleição a senador em MT e cita gastos e risco de proliferação do coronavírus

Mauro Mendes afirma, no pedido, que não há justificativa para realizar eleição enquanto a saída de Selma Arruda do Senado estiver pendente.

O governador Mauro Mendes (DEM) pediu, nessa terça-feira (3), ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), a suspensão da eleição suplementar para a vaga de senador da República pelo estado. A eleição está marcada para o dia 26 de abril. O pedido foi remetido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou nova eleição a senador no estado.

De acordo com o governo, a eleição deve trazer custos muito altos para os cofres públicos. O TRE estima que o pleito custará mais de R$ 8 milhões.

A eleição será feita para preencher a vaga aberta com a cassação do mandato da senadora Selma Arruda (Podemos), em dezembro do ano passado, por abuso de poder econômico e caixa dois na campanha eleitoral de 2018.

Mesmo cassada, Selma Arruda continuou no cargo, até que o Senado analise e cumpra a decisão da Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Senadora Selma Arruda (Podemos) teve o mandato cassado, mas continua ocupando vaga em senado — Foto: Pedro França/Agência Senado
Senadora Selma Arruda (Podemos) teve o mandato cassado, mas continua ocupando vaga em senado — Foto: Pedro França/Agência Senado

Além disso, Mendes argumenta que a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) deve gastar mais de R$ 400 mil com ações de segurança no período da eleição suplementar. O número é baseado nos gastos da última eleição, em 2018.

O documento cita também a decisão do ministro Dias Toffoli, no dia 31 de janeiro deste ano, que determinou que o terceiro candidato mais votado para a vaga em 2018 assumisse a vaga de Selma Arruda, após a cassação dela. Nesse caso, o empresário Carlos Fávaro.

O governador afirma que, enquanto os processos judiciais no TSE e Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a saída de Selma do Senado continuarem pendentes, não existe motivo para que seja realizada nova eleição.

“Submeter a população a novo pleito eleitoral sem data para que o escolhido assuma o cargo acaba por violar a própria soberania dos detentores originais do poder, o povo”, diz trecho do pedido.

Outro argumento é de que o país está em alerta por causa da proliferação do coronavírus e que uma eleição, com aglomeração de pessoas e compartilhamento de documentos, podem hospedar o vírus, e ir contra as orientações de prevenção dadas pelas autoridades de saúde.

O Tribunal Superior Eleitoral deve analisar o pedido. De acordo com o TRE, por enquanto, a data da nova eleição suplementar continua mantida para o dia 26 de abril.

Fonte:G1MT

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