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Matéria atualizada-MT-Polícia prende 13 membros do CV após ameaças em áudios

Operação Vespeiro, da Polícia Civil, prendeu 13 pessoas suspeitas de serem membros do Comando Vermelho, na região do Vale do Araguaia, com objetivo de reprimir os crimes que vinham ocorrendo na região em nome da facção criminosa. As prisões ocorreram após a morte de 3 criminosos em conflito com os policiais e ameaças de vingança por parte dos faccionados, que divulgaram áudios nas redes sociais.

De acordo com as informações da assessoria de imprensa da Polícia Civil, a operação foi deflagrada pela equipe da Delegacia de Água Boa-MT, após o roubo na casa de uma policial civil, que foi feita de refém junto com o marido. Na ação, os criminosos levaram vários objetos da casa e o veículo da família.

No sábado (12), equipes identificaram uma casa em Barra do Garças onde membros da quadrilha estavam. Houve um conflito e um deles acabou morrendo, outro foi baleado. Antes disso, no dia 10, outros dois suspeitos de outros crimes perderam a vida em conflito com a polícia de Barra.

As mortes causaram revolta nos membros do CV do Vale do Araguaia, que divulgaram diversos áudios prometendo vingar a morte dos irmãos. Com ameaça de Salve nas cidades, o policiamento precisou ser reforçado e contou com o apoio da Gerência de Operações Especiais (GOE) de Cuiabá.

Delegado Gutemberg de Lucena, de Água Boa, informou que os suspeitos foram identificados e presos em vários pontos da região. Disse ainda que eles são responsáveis por crimes como roubos, furtos e tráfico de drogas. Entre os presos está um empresário da cidade.

Sem informar a identidade do suspeito, a polícia informou apenas que ele é responsável pela logística dos bandidos durante os roubos. Com os suspeitos, armas, munições, droga e objetos levados nos crimes foram levados. Diligências continuam na região para buscar mais membros da facção criminosa.

 

 

Assessoria PMMT/Gazeta Digital

O caso

Essa notícia caiu como uma bomba na meio da Segurança Pública em Barra do Garças e na região do Vale do Araguaia. O site RD News, do premiado jornalista Romilson Dourado, divulgou informações sobre áudios que estariam circulando em Barra do Garças com ameaças de retaliações após a morte de 3 suspeitos de participarem da facção.

Um dos alvos das ameaças seria o prefeito de Barra do Garças, Roberto Farias, como uma retaliação do CV. Recentemente em confronto com a polícia, três jovens suspeitos de crimes foram mortos e um quarto acusado ficou gravemente ferido e está no Pronto Socorro.

O primeiro confronto aconteceu dia (10/09/20) quando os suspeitos Diego Oliveira, de 33 anos, conhecido como Paulista; e MaxSuel Pires, de 31 anos, foram baleados numa ação da Força Tática da Polícia Militar que apurava a situação de uma tentativa de assalto a um caminhoneiro no Vale dos Sonhos. Os dois acusados não resistiram e faleceram ao chegarem no Pronto Socorro.

E no sábado (12/09/20), mais um confronto entre suspeitos e policiais. Desta vez na região do bairro Ouro Fino onde o suspeito Walles Alves (Água Boa), de 27 anos morreu e Wender Santos de Souza (Nova Xavantina), de 18, ficou baleado. Esse outro confronto foi com a Polícia Civil através de investigações da delegacia de Água Boa com apoio da delegacia de Barra do Garças e do Grupo de Operações Especiais (GOE) de Cuiabá. A Polícia Civil estava atrás de elementos envolvidos com assalto na casa de uma escrivã em Água Boa, na quinta-feira. Na ocasião, os bandidos deixaram a escrivã amarrada e levaram uma arma e o veículo dela. A arma já foi recuperada. Nessa ação, a Civil conseguiu prender quatro suspeitos.

Após essas mortes, um suposto “salve” da facção criminosa Comando Vermelho (CV), ameaçando responder com atentados estariam sendo planejado e que a organização promete não deixar barato. E um dos alvos seria a residência do prefeito Roberto Farias e prédios públicos, como a delegacia. E que o prefeito vai pedir providências à Segurança Pública, para salvaguardar sua integridade.

O delegado Williney Santana Borges, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças, confirmou a circulação dos áudios e verifica a veracidade deles.

Facção irritada

A gota d´água teria sido a morte de um afilhado de uma liderança do CV, na noite deste sábado (12). Ele é suspeito de ter participado de assalto com cárcere privado à casa de uma policial civil, escrivã, em Água Boa (a 741 km de Cuiabá), no dia 11 de agosto deste ano. Ela foi mantida refém.

Investigações levaram equipes conjuntas de Água Boa, Barra do Garças e Aragarças (em Goiás, na divisa) a empreenderem buscas em Barra Ao abordarem 4 suspeitos neste sábado, houve reação e troca de tiros, ficando um deles ferido e outro morto, o afilhado, conforme áudios aos quais reportagem teve acesso. “Vai ter uma represália sim, já vamo ficar na sintonia aí e quem for representar, o mérito vai ser reconhecido dentro da nossa herarquia”, teria dito um dos líderes. Outro, em solidariedade ao colega, fala em união do grupo. “Somos um só, uma camisa só”, teria dito membro do CV de Aragarças, em apoio aos demais que estão em Mato Grosso.

Esta morte seria a terceira envolvendo membros da facção no Araguaia. Na última quinta (10), dois suspeitos morreram em confronto com policiais militares da Força Tática, em Barra.  Após denúncia, a PM chegou a Diego Oliveira de 33 anos e Maxsuel Pires de 31.

Estariam armados, em uma moto Yamaha XT 660c, na área rural, a cerca de 60 km de Barra. Com a chegada dos policiais, houve confronto e ambos ficaram feridos e morreram no hospital,tinham passagens por homicídio e tráfico de drogas.

Tais ações recentes por parte da segurança pública na região estariam incomodando a facção, que estariam sem contato com líderes que poderiam autorizar as ações, como o possível salve. “A PCE, o Pasqualzinho tá desativado, viu? Dái os mano pode tomar uma atitude isolada e pode falar de meter o terror dentro da cidade”, diz um dos áudios que estão sendo investigados.

Daí a ameaça de responder com atentados.

Ouça Áudios

 

 

Segurança reforçada

De acordo com o delegado Williney Santana Borges, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças, a segurança na região foi reforçada. “Não dá para afirmar (a veracidade dos áudios), são áudios sem origem de WhatsApp, tem que ser trabalhado para ver se procedem ou não. Em situação como essa a gente fica em alerta, mas não tem comprovação”, disse ao  . Somente as investigações da Polícia Civil podem indicar se os áudios são mesmo da facção criminosa. A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) deve cuidar do caso.

Em relação aos fatos divulgados sobre supostos ataques de uma facção criminosa em Barra do Garças, o site entrou em contato com o prefeito Roberto Farias e não obteve sucesso, mas a Assessoria Jurídica do prefeito informou que as providências já foram tomadas e confia no trabalho das forças de segurança.

RDNews

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