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Nova frente fria se aproxima e pode atingir áreas de milho; saiba onde

A chuva continua em forma de pancadas e sem grandes volumes, o que traz inúmeras preocupações para os produtores

Uma depressão subtropical classificada no início desta semana pela Marinha do Brasil ganhou mais intensidade, agora classificada como Tempestade Subtropical cujo nome “Potira” (flor em Tupi-Guarani). Esse sistema atua entre a costa de São Paulo e Rio de Janeiro, mas suas consequências seguem mais abrangentes deixando o tempo parcialmente instável sobre todo o Sudeste, como o caso do litoral do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo que registraram chuva no decorrer da madrugada e partes do litoral do Sul do Brasil.

O volume chegou a 50 milímetros no porto de Santos e chegou a chover forte também em parte da Bahia. A região produtora de cacau em Ilhéus recebeu 75 milímetros de chuva. A chuva vai continuar intensa, principalmente na região de Sealba, que engloba os estados do Sergipe, Alagoas e Bahia, o que vai beneficiar as lavouras destes estados.

Na quinta-feira, 22, a tempestade começa a se afastar, por isso a chuva diminui de intensidade na costa do Sudeste, mas ainda há previsão de ventos fortes. Na costa de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo tem chance para chuva fraca, mas com menores acumulados que nos dias anteriores.

A partir deste fim de semana, uma nova frente fria se forma no Sul do Brasil e vai levar chuva isolada para as áreas de milho segunda safra do Paraná. No sábado, a umidade até aumenta no oeste de Mato Grosso do Sul e pode chover de maneira mais abrangente, com volumes mais expressivos.

Nas demais áreas do estado, a metade sul de Mato Grosso e Goiás seguem com o tempo firme. A chuva continua em forma de pancadas e sem grandes volumes pelo oeste e norte do Mato Grosso, o que traz inúmeras preocupações para os produtores de milho.  Por Pryscilla Paiva, de São Paulo (SP)

Confira a previsão do tempo para quinta-feira, 22/04/21

Sul 

A quinta-feira, 22, será mais um dia de tempo firme em grande parte da região Sul do Brasil. Apenas na faixa leste, entre o litoral norte do Rio Grande do Sul e o leste do paranaense é que ainda pode chover de maneira isolada e com fraca intensidade, por causa de Vórtice Ciclônico no oceano, que joga umidade para estas áreas.

Todas as outras regiões têm a presença do sol, entre poucas e com grande amplitude térmica. Aliás, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30% nas horas mais quentes do dia, especialmente entre o norte gaúcho e o Paraná.

A tempestade subtropical ‘Potira’ atua em alto mar, mantendo o mar bastante agitado em todo o litoral, com alerta de ressaca vigente desde o Rio Grande do Sul até o Paraná. As ondas podem chegar aos 3m de altura, e os ventos alcançam os 50km/h.

Sudeste 

A tempestade começa a se afastar, por isso a chuva diminui de intensidade mas ainda há previsão de ventos fortes. Nessas regiões a chuva vem agora em forma de pancadas isoladas e a nebulosidade também diminui na RMSP. Assim como na costa de São Paulo e Rio de Janeiro, no estado capixaba tem chance para chuva fraca, mas com menores acumulados que nos dias anteriores.

Todo restante da Região tem um dia de sol entre poucas nuvens, nada de chuva e com grande amplitude térmica, ou seja, manhãs frias e tardes mais quentes; além disso, a umidade do ar deve ficar abaixo do ideal no período da tarde, especialmente entre o centro-oeste paulista e o interior de Minas Gerais.

Centro-Oeste

O tempo segue firme em grande parte do Centro-Oeste. As pancadas isoladas se concentram mais entre o norte de Mato Grosso. Não há expectativa para grandes acumulados. As outras áreas da Região seguem com tempo firme e alerta, inclusive, para baixa umidade do ar nas horas mais quentes do dia, principalmente em Mato Grosso do Sul. Os valores podem ficar abaixo dos 30% o que aumenta o risco para queimadas.

Nordeste

Atenção para a chuva que segue intensa no leste da Bahia, devido a influência de uma frente fria estacionária na costa do estado que ajuda a organizar as instabilidades. Chove forte também no norte do Maranhão, devido a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

O potencial para alagamentos é alto nestas áreas que irão receber maior volume de chuva na Região. Nas outras áreas do Nordeste, a chuva ocorre em forma de pancadas bem isoladas, com atenção maior para áreas litorâneas.

Norte

O padrão de chuvas é o mesmo pelo Norte do Brasil. O sol aparece na maior parte do dia, mas não se descartam pancadas a qualquer momento em todos os estados. Volta a chover, inclusive em Roraima, mas de forma muito pontual. A chuva mais expressiva deve ocorrer no norte do Pará, incluindo a capital Belém, devido a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Temperaturas seguem elevadas.

 

Canal Rural, com Somar Meteorologia

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