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PM envolvido em confusão com jornalista é denunciado por ex-mulher

Cabo PM ameaçou a ex no mesmo bar em que jornalista foi detida; depois ainda lhe agrediu na casa dos seus pais

A ex-mulher do policial militar envolvido na confusão com uma jornalista na última segunda-feira (11/10/21) em um bar da Praça Popular, em Cuiabá, registrou denúncia contra o militar por agressão e ameaça. O fato só foi registrado na última quinta-feira (14).

Segundo o boletim de ocorrência, o fato aconteceu na segunda-feira (11), em meio à confusão com a jornalista Nildes de Souza, que gerou muita polêmica durante toda a semana. A mulher relatou que está em processo de separação de um casamento de 14 anos.

Segundo ela, no último dia 11, estava no bar ‘Cerveja de Garrafa’ com amigas e familiares quando seu ex marido, que é policial militar e estava de serviço, passou a bordo de uma viatura e começou a lhe mandar mensagens. Ele fez ameaças caso ela não saísse para falar com ele. Duas mulheres que estavam com ela no local testemunharam as ameaças e a tentativas do militar de entrar no local para falar com ela.

Outras pessoas tentaram intervir, possivelmente a jornalista, o que acabou gerando outra ocorrência. Nesse momento, a mulher disse que se aproveitou e foi embora do bar.

Já no dia seguinte, por volta das 7h30, o acusado foi até a casa dos pais da ex e começou a ligar inúmeras vezes pedindo que ela saísse para falar com ele. Caso contrário, ele invadiria o local e mataria todos que estivessem lá, inclusive os dois filhos do casal.

Consta ainda no documento que, quando a vítima saiu para atender o militar, ele a pegou pelos cabelos empurrando-a para o interior da residência, enforcando-a e ainda colocou sobre sua cabeça uma pistola de cor preta, pedindo que ela ligasse para as demais testemunhas e lhe pedissem desculpas pelos fatos ocorridos no bar. As ameaças e torturas psicológicas feitas pelo PM duraram cerca de 3 horas.

Ele foi embora, mas retornou no período noturno, onde ficou batendo no portão por cerca de 15 minutos. Sem ser atendido, acabou desistindo e foi embora.

Na quinta-feira (14), dia que a mulher resolveu registrar o fato, o homem mandou mensagens via WhatsApp fazendo ameaças de morte caso ela não aceitasse falar com ele. A mulher, então, acionou a patrulha Maria da Penha e registrou o fato.

A Corregedoria da Polícia Militar, por meio de nota, disse que tem ciência do fato e que foi instaurado um processo administrativo que irá apurar o caso.

Nota da Corregedoria da PM

A Corregedoria Geral da Polícia Militar recebeu a vítima que denunciou o policial militar por ameaça e violência doméstica. De imediato, a instituição instaurou um processo administrativo e nomeou um oficial superior para conduzir os trabalhos sobre o caso.

 

Folha Max

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