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PM investiga tenente coronel e sargento por grampos ilegais na AL de MT

Corregedor explica medida é para apurar se PMs cometeram ilegalidade

O corregedor-geral da Polícia Militar, coronel Daniel Lipi Alvarenga, instaurou sindicância administrativa para apurar o possível envolvimento de um tenente-coronel e um sargento da corporação, lotados no Comando Regional 1, na “equipe externa” que realizou a varredura que identificou câmeras e escutas telefônicas no gabinete da presidência da Assembleia Legislativa e também na sala do Colégio de Líderes do parlamento estadual. A sindicância foi instaurada há cerca de 15 dias e os militares podem sofrer sanções disciplinares como até mesmo a demissão.

A transgressão militar cometida pelos PMs residiria no fato de que a varredura na sede do Legislativo deveria ser de responsabilidade da Coordenadoria Militar do Legislativo. “As informações que temos foram repassadas pela coordenadoria da PM na Assembleia. Nós instauramos a sindicância, desde a semana retrasada, para verificar como se deu esse fato no que diz respeito à eventual participação ou não de nossos policiais militares, mas confirmações nesse sentido agora seriam muito prematuras, não há nada em que possa contribuir”, informou por telefone o corregedor-geral da PM.

De acordo com informações recebidas pelo FOLHAMAX, a equipe externa responsável pela “varredura” esteve na sede do Legislativo no dia 15 de abril. Neste dia, o tenente-coronel e o sargento estiveram no local e tiveram contato com o responsável técnico pela varredura.

No dia 16 de abril, data em que o monitoramento ilegal aconteceu, o praça da PM também esteve no parlamento. “Foi por isso que instauramos a sindicância, comandada por um coronel, pra levantar tudo que ocorreu no dia ou na véspera na Assembleia. Se a conduta caracteriza algum tipo de ilícito administrativo nosso. É só isso. Estamos em uma fase muito inicial, mas os trabalhos estão acontecendo”, explicou o oficial chefe da Corregedoria Geral.

A sindicância deve analisar documentos, imagens e relatório técnico enviado ao Comando da PM pela Coordenadoria Militar da AL para enfim esclarecer as circunstância e razões que os levaram ou não a cometer as transgressões. Paralelo ao procedimento administrativo da PM, os militares também são investigados pela Polícia Judiciária Civil.

Informações dão conta de que a apuração de como se descobriu os grampos na Assembleia ajudarão os agentes da Polícia Civil a encontrar quem instalou as câmeras e escutas, bem como o objetivo disso tudo.

Folha Max

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