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Pres. do Sistema Famato, Normando Corral, faz críticas ao projeto que atualiza o Zoneamento Socioeconômico de MT e cobra mudanças

Presidente do Sistema Famato, Normando Corral, faz críticas ao projeto que atualiza o Zoneamento Socioeconômico de Mato Grosso e cobra mudanças no texto do Executivo

Grande impactos na produção agropecuária e na economia de vários municípios de Mato Grosso. Serão essas, na avaliação de Normando Corral, as consequências com a eventual aprovação do texto apresentado pelo Governo do Estado para atualizar o Zoneamento Socioeconômico Ecológico do Estado (ZSEE/MT). O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso diz que faltou embasamento técnico e científico na elaboração do documento, que – se for levado adiante como está – comprometeria o setor que é o principal motor da economia mato-grossense.

“Nós não precisamos de mais restrições na produção além das que nós já temos. É isso que precisamos levar ao conhecimento do Governo. Mais restrições impostas à agropecuária de Mato Grosso, que é a base econômica do estado, significa mais atraso, mais prejuízo. Alguns municípios ficarão proibidos de realizar suas atividades agropecuárias em 70%, 80% às vezes até 90% do seu território, caso prevaleça o que está sendo oferecido pela Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão. Isso é um absurdo”, enfatiza.

Segundo Corral, o projeto elaborado pela Seplag/MT não tem o embasamento necessário. “Eu não acho que a Seplag tenha competência técnica e científica para fazer isso. Nós não participamos (da elaboração). Temos que participar da concepção destes projetos que afetam diretamente o setor. Temos que discutir de forma correta, com embasamento técnico e científico. Não é um confronto, mas queremos saber como foi feito esse projeto e queremos discuti-lo”, afirma.

O presidente do Sistema Famato afirma que a proposta apresentada “não tem sentido” e não pensada conforme as características e aptidões de cada região. “Destina-se áreas para a produção – por exemplo – da agricultura familiar, onde não vão conseguir fazer a agricultura familiar que, normalmente, precisa estar próxima aos grandes centros – como a produção de hortifrutigranjeiros, na maioria das vezes. Tem que ter base científica para fazer algum trabalho, para poder mostrar qual a aptidão de cada lugar e isso não foi considerado.

O trabalho é muito ruim”, critica. “O grande impacto que tem causado agora é a restrição na atividade em áreas úmidas, como se nas áreas úmidas não fosse possível fazer agricultura e pecuária! Mas pode fazer, com todo o cuidado. Não estamos falando do Pantanal, estamos falando das áreas úmidas da região do Araguaia e do Guaporé. O mundo inteiro está atrás de áreas úmidas para plantar, você não tem agricultura se não tiver umidade. Mas isso não quer dizer que vamos deteriorar ou devastar aquele ambiente. Vamos produzir como sempre produzimos, de forma ambientalmente correta dentro da técnica e da ciência”, conclui.

 

Canal Rural

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