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Vacina contra o novo coronavírus chinês (nomeado 2019-nCoV ), ela deve levar mais de um ano para chegar ao mercado

Busca por medicamento já começou em países como EUA e Coreia do Sul, mas solução pode chegar apenas quando epidemia já tiver passado

BASILEIA (SUÍÇA) — Apesar de pesquisadores em países como os Estados Unidos já terem iniciado o trabalho para criar uma vacina contra o novo coronavírus chinês (nomeado 2019-nCoV ), ela deve levar mais de um ano para chegar ao mercado, de acordo com Vas Narasimhan, CEO da multinacional farmacêutica Novartis.

Em entrevista à Bloomberg, Narasimhan, que liderou os esforços da indústria farmacêutica para conter a epidemia de H1N1, em 2009, disse que uma resposta ao coronavírus depende de uma análise mais detalhada do comportamento do patógeno .

— Precisamos entender a biologia do vírus, quão transmissível é, qual a sua taxa de fatalidade. Ainda há muito que precisamos aprender. A curto prazo, a melhor chance é testar antivirais já existentes, e muitas fabricantes estão doando medicamentos ao governo chinês para que ele teste se são eficazes (contra o 2019-nCoV) — disse Narasimhan.

Segundo ele, vacinas candidatas devem surgir em um prazo de seis meses até um ano. Depois, elas serão testadas em animais e em humanos e, caso aprovadas, distribuídas em grande escala. A vacina contra o coronavírus demoraria, portanto, mais de um ano para se viabilizar.

Nesta terça-feira, o jornal “South China Morning Post” divulgou que cientistas de Hong Kong já desenvolveram uma vacina para o coronavírus.

Yuen Kwok-yung, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Hong Kong, se baseou em uma vacina de spray contra a gripe desenvolvida por sua própria equipe anteriormente. Os pesquisadores modificaram a vacina com parte do antígeno do coronavírus.

No entanto, Yuen disse que a vacina ainda levaria meses para ser testada em animais, e pelo menos um ano para ser testada em humanos e produzida em larga escala.

Até agora, já há 6.079 casos confirmados da doença em todo o mundo, e 133  mortos  na China continental.

Desenvolvimento nos EUA

Pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos Estados Unidos e os laboratórios Johnson & Johnson começaram a desenvolver possíveis vacinas 2019-nCoV.

O desenvolvimento ocorre em colaboração com a firma de biotecnologia Moderna, com sede em Cambridge, Massachusetts, também financiada para este projeto pela Coalition for Epidemic Preparedness, uma organização de associação público-privada.

Diretor do NIH, Anthony Fauci admitiu que é possível que a epidemia do novo coronavírus entre em declive antes que a vacina fique pronta, como foi o caso com a epidemia Sars, em 2002 e 2003.

Levará três meses um teste de fase 1 e mais três meses para obter dados antes de, eventualmente, lançar um teste de fase 2 com um número maior de pessoas, disse ele.

— Mas estamos procedendo como se tivéssemos que criar uma vacina — disse. — Em outras palavras, estamos analisando o pior cenário se isso se tornar uma epidemia maior.

Secretário de Saúde dos EUA, Alex Azar pediu às autoridades chinesas “maior cooperação e transparência” para obter uma “resposta efetiva”, afirmando que Pequim não autorizou a entrada de equipes de especialistas americanos.

— Insisti nesta proposta quando me reuni com o ministro da Saúde chinês na segunda-feira, e ela foi reiterada hoje em Pequim através da direção da Organização Mundial da Saúde (OMS) — disse Azar.

Na Austrália, cientistas conseguiram fazer uma cópia do coronavírus, o que seria um passo na luta contra o atual surto de pneumonia. O Instituto Melbourne Doherty criou um novo 2019-nCoV a partir da amostra obtida de um paciente infectado.

— Obter o vírus real significa que agora temos a capacidade de validar e verificar todos os nossos testes e comparar reações e sensibilidades — disse um dos diretores do laboratório, Julian Druce.

Fonte: O Globo

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