
Um esquema de desvio que pode ter causado um prejuízo entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões ao Grupo Bom Futuro veio à tona após o próprio funcionário envolvido,Welliton Gomes Dantas, relatar detalhes da prática à Polícia Civil. As informações constam em boletim de ocorrência registrado pelo setor de segurança interna da empresa, que acionou as autoridades após identificar irregularidades graves no sistema de pagamentos.
Segundo o BO, Welliton trabalha no grupo desde 2012 e atuava na gestão de frotas, tendo autonomia para gerar romaneios de transporte, criar demandas, emitir documentos fiscais e até aprovar pagamentos, inclusive em situações em que os fretes já haviam sido realizados pelos caminhões próprios da empresa.
Em depoimento à Polícia Civil, ele afirmou que direcionava ordens de pagamento para a empresa VS Transportes, ligada a Vinícius de Moraes Souza, sócio da ABS Transportes. Welliton declarou que apenas uma parte do dinheiro cobria seus gastos pessoais, enquanto a maior fatia ficaria com Vinícius.
O funcionário descreveu ainda a compra de bens de alto valor, supostamente adquiridos com recursos desviados, como:
* um Hyundai Creta 2025;
* um caminhão Volvo 2025;
* um apartamento em frente ao Parque das Águas;
* dois lotes avaliados em mais de R$ 50 mil cada.
Ele também admitiu possuir cerca de R$ 500 mil em dinheiro não declarado.
A investigação interna aponta que, apenas entre os dias 11 e 12 de novembro foram identificadas,cerca de 10 notas fiscais emitidas para fretes já realizados semanas antes um indício claro da criação artificial de demandas para justificar pagamentos indevidos.
O setor de segurança do Grupo Bom Futuro classificou o caso como uma grave quebra de confiança, ressaltando que as condutas podem configurar diversos crimes, cuja tipificação caberá à Polícia Civil e ao Ministério Público.
O caso segue em investigação.
Querência News/Elisa Coelho

















