
O Cadastro de Pessoa Física (CPF) passou a ser o identificador principal dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), substituindo gradualmente o número tradicional do Cartão Nacional de Saúde (CNS). A mudança faz parte do processo de unificação dos cadastros públicos e da transformação digital dos serviços de saúde no país.
A medida está prevista na Lei nº 14.534/2023 e estabelece o CPF como identificador único do cidadão nos sistemas públicos, permitindo integrar informações e reduzir duplicidades de registros. Com isso, o novo Cartão do SUS passa a apresentar o CPF como número principal, enquanto o CNS permanece como identificador secundário para fins administrativos.
Segundo o Ministério da Saúde, a adoção do CPF facilita o atendimento nas unidades de saúde, pois possibilita que o histórico clínico do paciente fique vinculado a um único cadastro nacional, garantindo maior agilidade, segurança e continuidade do cuidado.
O governo federal também iniciou um processo de atualização das bases de dados do SUS, com a suspensão de registros inconsistentes ou duplicados que não possuem CPF vinculado, e a meta é que todos os sistemas de saúde estejam plenamente adaptados até 2026.
Apesar da mudança, o atendimento no SUS continua garantido mesmo para pessoas que não possuam CPF no momento do atendimento, especialmente em situações de urgência, sendo realizado um cadastro provisório até a regularização das informações.
Com a integração, o CPF passa a funcionar, na prática, como a principal chave de acesso aos serviços do SUS, simplificando processos e reduzindo a necessidade de apresentação de múltiplos documentos nas unidades de saúde. O Cartão SUS agora é emitido com nome e CPF no CadSUS Web e estará disponível no aplicativo Meu SUS Digital















