Um episódio grave marcou o Sul-Americano X-Combat BJJ Pro 2025 – GI e reacendeu o debate sobre segurança em competições de artes marciais. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que uma luta de Jiu-Jitsu sai do controle e termina com uma fratura severa no braço da atleta Maria Eduarda Squassante, de 23 anos.
Representando o Projeto Jovem Vencedor, Maria disputava uma luta no chão quando a adversária aplicou uma chave do tipo americana. Durante a tentativa de escape, o golpe foi mantido por alguns instantes, resultando na fratura do úmero da atleta. As imagens, consideradas fortes, geraram repercussão e dividiram opiniões sobre os limites físicos e os riscos envolvidos no esporte.
Após receber alta hospitalar, Maria Eduarda explicou que não desistiu da luta porque a adrenalina do combate anulou a sensação imediata de dor. Com apenas dois meses de treino e competindo em uma categoria acima da habitual, a atleta afirmou que não percebeu a gravidade da lesão no momento. Ela também fez questão de isentar a adversária de qualquer responsabilidade pelo ocorrido.
A fratura exigiu uma cirurgia com a colocação de placas e parafusos, afastando Maria da disputa por medalhas. Enquanto a atleta era encaminhada para atendimento médico, a adversária seguiu na competição e conquistou o título. A previsão é de que o período de recuperação dure cerca de quatro meses.
O caso voltou a levantar discussões sobre critérios de segurança, experiência mínima dos competidores e a atuação da arbitragem em situações de risco, especialmente em campeonatos de alto nível.
Querência News/Letícia Nunes
Vídeo: Metrópoles

















