Foi determinado na tarde terça-feira (27/01/26),pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, a prisão preventiva de um professor Clayton Reis Divino, de 47 anos,investigado por violência doméstica no município de Querência. A decisão foi proferida pelo juiz Thalles Nóbrega Miranda Rezende de Britto, da Vara Única da comarca, após pedido formal do Ministério Público Estadual.

O caso aconteceu neste último domingo (25/01/26), no distrito de Pingo D’Água, quando o professor teria invadido a residência da ex-companheira, de 43 anos, e cometido agressões físicas e psicológicas na presença do filho do casal, uma criança de apenas dois anos.
Conforme apurado pela Polícia Civil, o investigado não aceitava o término do relacionamento, encerrado há cerca de seis meses. Na manhã do crime, ele teria utilizado uma chave que ainda possuía para entrar no imóvel sem autorização. Ao se deparar com a vítima, iniciou ameaças e passou a agredi-la.
Durante o episódio, o professor teria feito ameaças graves e, em seguida, desferido socos e tentado estrangular a mulher. A criança presenciou toda a situação e, segundo relatos colhidos durante a investigação, reagiu chorando e gritando ao ver a mãe sendo agredida.
Exame de corpo de delito confirmou diversas lesões, incluindo marcas no pescoço, ferimentos nos lábios, escoriações e hematomas pelo corpo. O laudo apontou que a vítima esteve em risco real de morte em razão da tentativa de asfixia.
Nesta terça-feira foi realizada a audiência de custódia, onde a defesa solicitou a revogação da prisão ou, alternativamente, a concessão de liberdade provisória com monitoramento eletrônico. Os advogados sustentaram que o acusado é réu primário, possui endereço fixo e exerce atividade profissional regular.
O pedido, no entanto, foi negado. Ao fundamentar a decisão, o magistrado destacou que a gravidade da conduta, a forma como o crime foi praticado e o contexto de perseguição e invasão de domicílio demonstram risco concreto à vítima. Segundo o juiz, medidas cautelares diversas da prisão não seriam suficientes para garantir a ordem pública nem a segurança da mulher.
O magistrado também ressaltou que as agressões ocorreram diante do filho do casal, circunstância considerada extremamente grave e que agrava a responsabilidade penal do investigado.
A decisão judicial levou em conta ainda a recente alteração na legislação processual penal, que ampliou os mecanismos de proteção às mulheres em situação de violência doméstica, permitindo a decretação imediata da prisão preventiva quando houver risco à integridade da vítima ou ao cumprimento de medidas protetivas.
O professor Clayton,responderá pelos crimes de lesão corporal qualificada, ameaça, violência psicológica e invasão de domicílio, todos com agravantes previstos na Lei Maria da Penha. Com a conversão da prisão em flagrante para preventiva, ele permanecerá detido enquanto o processo segue em tramitação.
O caso tramita sob segredo de justiça parcial para preservar a identidade da vítima e da criança. A defesa não se pronunciou publicamente após a audiência.
O caso
Professor de 47 anos é preso por violência doméstica no distrito de Pingo D’Água, em Querência
Um professor de 47 anos foi preso na manhã de domingo (25/01/26), no distrito de Pingo D’Água, zona rural de Querência (MT), por cometer violência doméstica, lesão corporal, violação de domicílio e violência psicológica contra sua ex-companheira, uma mulher de 43 anos.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima informou que está separada do agressor há cerca de seis meses. Ao chegar à própria residência, por volta das 6h, foi surpreendida pelo homem, que teria invadido o imóvel sem autorização.
Ainda segundo o registro policial, o agressor, que atua como professor, passou a fazer ameaças, utilizando frases do tipo: “Ou reatamos, ou o destino será você no caixão e eu na cadeia”. Ao tentar fugir, a mulher foi contida e arrastada para o interior da residência, onde sofreu novas agressões.
A vítima relatou que teve dificuldade para respirar e começou a perder os sentidos, sendo a agressão interrompida após a intervenção de uma vizinha, que conseguiu afastar o agressor, permitindo que a mulher fugisse para buscar socorro.
Toda a sequência de violência foi presenciada pelo filho do casal, de apenas 2 anos, que tentou intervir em defesa da mãe. O episódio foi registrado pelo sistema de monitoramento interno da residência, e as imagens foram apresentadas à equipe policial, confirmando o relato da vítima.
A Polícia Militar foi acionada e se deslocou imediatamente ao distrito de Pingo D’Água, onde localizou o agressor em sua residência. Ele recebeu voz de prisão,sendo conduzido à unidade policial.
A vítima apresentava lesões e hematomas compatíveis com agressão física e, diante do fundado receio por sua vida e integridade, manifestou o desejo de representação criminal, além de solicitar medidas protetivas de urgência para o afastamento total e definitivo do agressor.
O caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Querência, tendo manifestado fundado receio por sua vida e integridade física, bem como formalizado representação criminal e requerido, em caráter de urgência, a concessão de medidas protetivas, nos termos da Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha).
O delegado de polícia com atribuições no caso, após análise técnico-jurídica dos fatos e dos elementos informativos colhidos, capitulou provisoriamente a conduta como: Lesão corporal qualificada pela violência doméstica (art. 129, § 13º, do Código Penal); Ameaça (art. 147 do Código Penal); Violência psicológica contra a mulher (art. 147-B do Código Penal) e Violação de domicílio (art. 150 do Código Penal).”
O caso segue sob investigações e providências legais cabíveis.
Violência doméstica é crime. Denuncie.
A violência contra a mulher pode ocorrer de forma: física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial. Denunciar é essencial para interromper o ciclo da violência.
Emergência: 190
Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180
Atendimento gratuito, 24 horas, com sigilo garantido.
Violência doméstica não é problema de casal. É crime.
Querência News/ Elisa Coelho
Com informações: 19ª CIPM de Querência

















