Exoneração e apuração
Em nota divulgada nesta segunda-feira (26/01/26), a Corregedoria da Polícia Militar confirmou a exoneração do tenente-coronel do comando do 22º Batalhão da PM, em Peixoto de Azevedo. Também foi instaurado procedimento administrativo disciplinar para apurar os fatos.
O militar responderá às investigações nas esferas administrativa, cível e criminal, permanecendo em liberdade, condicionado ao comparecimento aos atos do processo.
Manifestação da Assembleia Legislativa
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso também se manifestou sobre o caso. Em nota oficial, o presidente da Casa, deputado Max Russi, repudiou o ocorrido, prestou solidariedade à servidora envolvida e afirmou que o Parlamento Estadual irá cobrar providências rigorosas do comando da Polícia Militar.
Segundo a nota, condutas dessa natureza são incompatíveis com o serviço público e devem ser tratadas com seriedade, responsabilidade e rigor.
O CASO
Tenente-coronel da PM é acusado de importunação sexual, ameaça e injúria em Cuiabá
Um tenente-coronel da Polícia Militar de Mato Grosso foi encaminhado à delegacia na madrugada deste domingo (25/01/26), após se envolver em uma ocorrência de importunação sexual, injúria real, ameaça e desobediência, em um posto de combustíveis localizado na região da Praça 8 de Abril, em Cuiabá.
De acordo com o boletim de Ocorrência envolvendo Policial Militar, por volta de 1h, duas mulheres relataram que o suspeito, identificado como Welington Rodrigues Mendonça, tenente-coronel da PM, apresentava sinais visíveis de embriaguez e realizou toques sem consentimento, além de constrangimento físico e verbal.
Ainda segundo as vítimas, mesmo após a recusa clara, o oficial persistiu na conduta, chegando a segurar uma das mulheres à força. Em tom intimidatório, ele teria se identificado como “coronel” e afirmado estar armado.
Durante o atendimento da ocorrência pela guarnição da Polícia Militar, Welington Rodrigues Mendonça confirmou ser oficial da corporação, declarou portar arma de fogo e se recusou a entregá-la, além de passar a xingar, ameaçar e ofender verbalmente os policiais que realizavam a abordagem.
Diante dos fatos, o tenente-coronel foi conduzido à delegacia especializada para registro da ocorrência e adoção das providências legais cabíveis. O comando superior da Polícia Militar e a Corregedoria-Geral foram devidamente comunicados.
Welington Rodrigues Mendonça já atuou como comandante em diversas regiões do estado, incluindo Vila Rica, na Polícia Ambiental do Araguaia, além de ter trabalhado em municípios como Nova Xavantina e Querência, especialmente entre os anos de 2004 e 2005. O caso reacende relatos de que outras mulheres da região do Araguaia possam ter sido vítimas de condutas semelhantes no passado.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (PSB), manifestou-se oficialmente sobre o caso e afirmou que irá cobrar “o máximo rigor” do comando da Polícia Militar. Uma das vítimas, segundo confirmado, é assessora parlamentar lotada na Presidência da ALMT.
“O caso será acompanhado com atenção, e esperamos que todas as medidas legais e administrativas sejam adotadas com rigor”, declarou o parlamentar em nota oficial.
O caso segue sob investigação das autoridades competentes.
Querência News/Elisa Coelho
Com informações: PMMT
















