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GO- PM é preso suspeito de matar esposa e enteada de 3 anos a tiros

Pedagoga Elaine Barbosa e Ágatha Maria de 3 anos morreram no local. Investigador conta que, após crime, garota de 5 anos se enrolou em cobertor e pediu ajuda à mulher que chegou à casa: 'Me tira daqui'

Policial Militar é suspeito de matar a esposa e enteada em Rio Verde — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A menina de 5 anos que sobreviveu após a mãe e a irmã dela de 3 anos serem mortas pelo padrasto e policial militar Rafael Martins Mendonça, que foi preso, correu para a calçada e implorou por ajuda, conforme o delegado Adelson Candeo. Segundo ele, a garota se enrolou em um cobertor e pediu ajuda à uma mulher que chegou à casa.

 “O que mais comoveu na cena do crime foi a situação da menina, porque ela se enrolou em uma coberta e sentou na calçada para chorar. E quando finalmente uma moça chegou e a pegou no colo, ela falou ‘tia, me leva para a escola, me tira daqui’”, disse.

A menina, que também foi baleada pelo padrasto, foi socorrida e levada para o Hospital Pediátrico de Rio Verde e, em seguida, para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.

O g1 não conseguiu informações sobre o estado dela até a última atualização dessa reportagem, mas o delegado contou que a menina passou por uma cirurgia, está hospitalizada, mas não corre risco de morrer.

“Ela está no Hugol, segue consciente, está estável, foi submetida a cirurgia, mas não corre risco de morrer”, contou o delegado, na quinta-feira (15).

O crime foi na noite de quarta-feira (14/12/22) e o policial militar foi preso logo depois, após ligar para um amigo, também militar, dizendo que tinha feito uma besteira e iria se matar. Nessa hora, o amigo foi à casa junto com a esposa, que é enfermeira.

Quando a enfermeira entrou na casa, ela viu que a pedagoga Elaine Barbosa de Sousa, e a filha, Ágatha Maria de Sousa, já estavam mortas. Em seguida, ela encontrou a segunda criança baleada, mas consciente. Foi quando a garota foi levada para o hospital.

Até a última atualização desta reportagem, o g1 não havia obtido contato com a defesa do suspeito para que se posicione. Na quinta-feira (15), ele passou por audiência de custódia e a Justiça decretou a prisão temporária dele.

Em nota, a Polícia Militar lamentou o crime e disse que vai prestar todo apoio à família das vítimas. A corporação ressaltou que o militar estava de folga no momento do assassinato e que não usava arma da polícia.

Mulher estava ajoelhada antes de morrer

O delegado informou que a pedagoga estava de joelhos e tentou se proteger dos tiros quando foi assassinada junto com a filha, de 3 anos, pelo marido.

“Durante a discussão, ela estava de joelhos ou agachada, porque todos os tiros que a atingiram transfixaram e atingiram o chão em seguida. Ou ela pedia para que ele deixasse a arma e não fizesse bobagem ou ele a colocou em situação de execução”, contou.

Adelson Candeo detalhou que a mulher foi atingida com oito tiros e a filha dela, de 3 anos, com cinco, sendo um deles de raspão. O investigador contou que, durante perícia no local do crime, havia indícios claros de que a mulher tentou se defender dos disparos.

“Como ele relatou que teve uma briga, provavelmente ela estava de joelhos pedindo para que ele desistisse de dar os tiros. Muito provavelmente, quando ele começou a efetuar os disparos, ela ergueu o braço e recebeu vários tiros no braço. São claramente lesões de defesa”, contou.

Ainda conforme o delegado, além da posição em que o corpo foi encontrado, o perito também constatou que ela estava em uma posição ajoelhada ou achada com base nas marcas dos disparos.

“Quando uma pessoa está em pé e você atira, os tiros transfixam o corpo e batem na parede. No caso dela, todos os tiros estavam no chão. Ela recebeu oito tiros e os oito projéteis atravessaram o corpo dela e foram para o chão”, explicou.

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