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Nasce bebê gerado pela tia para a irmã que não pode ter filhos: ‘Lindo e saudável’, diz mãe

Dante nasceu nesta quinta-feira (18/02/21) às 8h46, em Belo Horizonte, com 3 quilos e 600 gramas e 49 centímetros.

Atualizada

O sonho de carregar um filho no colo esperado por quase dez anos se tornou realidade para a servidora pública Solana Guimarães na manhã desta quinta-feira (18/02/21), na maternidade Octaviano Neves, localizada no bairro Santa Efigênia, Região Leste de Belo Horizonte.

O pequeno Dante nasceu às 8h46, com 3 quilos e 600 gramas e 49 centímetros.

A irmã de Solana, Anaterra Guimarães, que gerou o sobrinho para a irmã que não pode ter filhos, passa bem. A mãe de Dante acompanhou o parto de dentro do bloco cirúrgico.

“Foi muito emocionante, não consegui segurar as lágrimas. Vi minha irmã trazer meu filho ao mundo de presente pra mim. Eu cortei o cordão umbilical. Muita emoção. Ele é muito lindo e saudável”, disse a mãe de Dante.

 

Nasce bebê gerado pela tia para a irmã que não pode ter filhos em Belo Horizonte — Foto: Arquivo pessoal

Nasce bebê gerado pela tia para a irmã que não pode ter filhos em Belo Horizonte — Foto: Arquivo pessoal

“Eu escutava o coraçãozinho. Mas passava uma semana, eu tinha aborto espontâneo. Aconteceu várias vezes”, contou Solana .

 

Solana e o marido passaram por clínicas de fertilização em Belo Horizonte e em São Paulo. Depois de várias tentativas, uma alteração no útero de Solana foi descoberta pelos médicos.

“Meu problema não tem diagnóstico, é uma incompatibilidade no meu útero. Também fizemos muitos exames para ver se os embriões eram saudáveis e todos eles tiveram problema”, contou ela.

Nesta época, a irmã dela já se oferecia para ser barriga solidária, mas Solana e o marido não concordavam.

“Gravidez mexe muito com a vida da mulher, corpo, rotina. Minha irmã já tinha uma filha e não nos sentíamos à vontade de aceitar que ela gerasse nosso filho. Para não dar trabalho pra ela mesmo”, contou.

 

Mas, em julho de 2020, o casal concordou com o procedimento.

“Eu relutei muito em aceitar que Anaterra fosse minha barriga solidária porque não achava justo que ela se sacrificasse a esse ponto por mim. Hoje, nessa reta final da gravidez, agradeço a Deus todos os dias por ter permitido que vivêssemos essa linda história de amor! Jamais vou conseguir agradecer o suficiente o que ela e sua família fizeram por mim”, contou a mãe de Dante.

 

Nasce bebê gerado pela tia para irmã que não pode ter filhos em Belo Horizonte — Foto: Arquivo pessoal

Nasce bebê gerado pela tia para irmã que não pode ter filhos em Belo Horizonte — Foto: Arquivo pessoal

Anaterra Guimarães, de 38 anos, que deu à luz ao Dante, contou ao G1 sobre a satisfação em poder realizar o sonho da irmã.

“Me sinto realizada. Eu fiz pela minha irmã, foram muitas perdas que ela teve, sofremos bastante. Estou podendo contribuir com a felicidade dela”

 

A engenheira de telecomunicações já tem uma filha de 6 anos. Agora, é também tia de Dante.

Bem-vindo, garotinho!

G1 MG

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O caso 

‘Me sinto realizada’, diz mulher que gera sobrinho para irmã que não pode ter filho

“Me sinto realizada. Eu fiz pela minha irmã, foram muitas perdas que ela teve, sofremos bastante. Estou podendo contribuir com a felicidade dela”, contou a engenheira de telecomunicações, Anaterra Guimarães, de 38 anos, que se ofereceu para gerar um bebê para a irmã que não pode ter filhos. A família mora no Centro de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Anaterra é a irmã caçula de Solana Guimarães, de 39 anos, que há dez anos tentava engravidar. Depois de tanta dor e frustração, a irmã se ofereceu para gerar o sobrinho.

“Já tenho uma filha de seis anos e é a melhor coisa da vida é poder ser mãe. Ajudar minha irmã nesta missão é maravilhoso”, contou Anaterra.

 

Mulher gera sobrinho para irmã que não pode ter filhos, em Betim. — Foto: Núbia Costa

‘Todos os tratamentos possíveis eu fiz’

 

Mulher gera sobrinho para irmã que não pode ter filhos, em Betim. — Foto: Núbia Costa

Mulher gera sobrinho para irmã que não pode ter filhos, em Betim. — Foto: Núbia Costa

Solana e o marido começaram o tratamento para engravidar em 2012, um ano depois de se casarem. O casal passou por clínicas de fertilização em Belo Horizonte e em São Paulo, mas sem sucesso. Depois de várias tentativas, uma alteração no útero de Solana foi descoberta pelos médicos.

“Meu problema não tem diagnóstico, é uma incompatibilidade no meu útero. Também fizemos muitos exames para ver se os embriões eram saudáveis e todos eles tiveram problema”, contou Solana.

 

Como o caso da servidora pública não tinha diagnóstico definido, ela contou que tomou medicamentos e fez tratamentos paliativos. “Todos os tratamentos possíveis eu fiz. Fiz novena também”, contou.

Ao todo, ela fez nove fertilizações in vitro (FIV) e teve seis abortos espontâneos.

“Eu escutava o coraçãozinho. Mas passava uma semana, eu tinha aborto espontâneo. Aconteceu várias vezes”, disse Solana.

 

Nesta época, a irmã já se oferecia para ser barriga solidária, mas Solana e o marido não concordavam.

“Gravidez mexe muito com a vida da mulher, corpo, rotina. Minha irmã já tinha uma filha e não nos sentíamos à vontade de aceitar que ela gerasse nosso filho. Para não dar trabalho pra ela mesmo”, contou.

Mas em julho de 2020, o casal concordou com o procedimento.

“Eu relutei muito em aceitar que Anaterra fosse minha barriga solidária porque não achava justo que ela se sacrificasse a esse ponto por mim. Hoje, nessa reta final da gravidez, agradeço a Deus todos os dias por ter permitido que vivêssemos essa linda história de amor! Jamais vou conseguir agradecer o suficiente o que ela e sua família fizeram por mim”, contou a mãe de Dante.

Solana e a família estão ansiosos pela chegada do garotinho. Ela fez um tratamento para amamentar o filho e já está produzindo leite.

 

Família esperando o nascimento de Dante, bebê que está sendo gerado na barriga da tia, em Betim. — Foto: Núbia Costa

Família esperando o nascimento de Dante, bebê que está sendo gerado na barriga da tia, em Betim. — Foto: Núbia Costa

Barriga solidária no Brasil

De acordo com a Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) de número 2.168/2017, a paciente que será barriga solidária deve pertencer à família de um dos parceiros, em parentesco consanguíneo até o quarto grau (mãe, filha, avó, irmã, tia, sobrinha ou prima).

Segundo o CFM, o procedimento é ético desde que não haja transação comercial ou lucrativa.
G1 MG

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