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Ribeirão Cascalheira- Realiza conferência sobre novo zoneamento socioeconômico ambiental

Nesta segunda (08/02/21), a Prefeitura Municipal de Ribeirão Cascalheira, em parceria com o Sindicato Rural, realizou uma conferência pública sobre o novo zoneamento socioeconômico ambiental.

Presente na reunião, a prefeita Municipal, Luzia Brandão, afirmou que os esforços políticos devem se concentrar em achar soluções viáveis para revisar os estudos que baseiam a proposta. “Nossa realidade de vivência e de produção deve ser considerada para qualquer decisão a ser tomada”, completou.

A conferência

O evento trouxe como objetivo debater os impactos da possível aprovação da lei para o município e contou com a presença do Deputado Estadual Dr. Eugênio (PSB), que se posicionou contra a proposta. “Há interesses internacionais por trás disso [o novo zoneamento], e nós precisamos resolver isso de uma vez, para trazer segurança jurídica a nossa região”, afirmou o legislador.

Na oportunidade, pecuaristas, políticos e técnicos compartilharam apontamentos, críticas e considerações sobre a proposta, que é objeto de consulta pública pelo Governo do Estado de Mato Grosso.

 

O que diz o novo zoneamento

A proposta do zoneamento (ZSEE/MT), que foi reapresentada em 2020, apresenta a possibilidade de redefinição da ocupação do território mato-grossense, colocando em debate as formas de uso das terras e dos recursos naturais, levando em consideração as fragilidades e potencialidades de cada região, além das consequentes restrições que cada uma delas deve ter para garantir um crescimento sustentável.

A redefinição do território, porém, preocupa os produtores agropecuários das regiões abrangidas pela proposta, uma vez que a mudança no uso das terras pode representar uma perda econômica para o setor.

Por sua vez, os prefeitos buscam articulação para conciliar os interesses de preservação ambiental com os interesses econômicos do setor agropecuário, considerando que a segurança da produção rural representa arrecadação aos municípios e aquecimento das economias locais.

Por :Jessé Santos | Assessoria de Comunicação


Produtores de Goiás solidários com o Agro de Mato Grosso na questão do zoneamento

GOIÂNIA – Não é só os produtores de Mato Grosso que se opõem ao Zoneamento Socioeconômico Ambiental do Vale do Araguaia.

Também os de Goiás que mantêm propriedades na região estão descontentes. Em entrevista ao portal Abrindo a Porteira, Carmen Bruder, da Associação dos Fazendeiros dos Rios Araguaia, Cristalino e das Mortes (Afava), demonstrou sua preocupação econômica com o zoneamento proposto pelo governo do Mato Grosso e que “também afeta indiretamente a economia dos produtores do vale do Araguaia em Goiás”.

A matéria também repercutiu no Diário da Manhã de Goiânia, já que Goiás e Mato Grosso são estados vizinhos, cujo pilar de sustentação é o agronegócio.

Na matéria, Carmen Bruder que participa do movimento em defesa do agronegócio do Araguaia, relata as dificuldades que podem ocorrer se o plano de Zoneamento for aprovado. A médica observou que os produtores rurais já conservam importantes áreas florestais. Dra. Carmen diz na reportagem que é um exagero a tentativa de impedir que áreas produtivas possam ser utilizadas pelo agronegócio.

 

Por Inácio: Notícias Interativa

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QUERÊNCIA MT

Na manhã desta quarta-feira (03/02/21), no prédio do Sind. Rural de Querência ,teve o tradicional Café da Manhã com os produtores rurais .

Entre vários assuntos discutidos um deles obteve mais atenção,  o Novo  Zoneamento Ambiental do Estado de Mato Grosso ,o Pres. Gilmar Wentz nos cedeu uma entrevista.

Produtores rurais, políticos, empresários e sindicalistas do Vale do Araguaia se reuniram  nesta terça-feira(02/01/21), na Federação da Agricultura e Pecuária (Famato), em Cuiabá. Matéria completa em texto, logo abaixo do vídeo;

Presidente do Sind. Rural de Querência ,Gilmar Wentz fala sobre o assunto.Assista matéria completa , vídeo abaixo👇 :

 

 

Produtores rurais, políticos, empresários e sindicalistas do Vale do Araguaia se reuniram  nesta terça-feira(02/02/21), na Federação da Agricultura e Pecuária (Famato), em Cuiabá, para alinhavarem as bases de uma reação regional contra o Zoneamento Socioeconômico Ecológico (ZSSE) elaborado pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) para parte daquela região, em de 17 municípios onde segundo estudos há áreas úmidas. Já elaborado o ZSSE está em fase de consulta pública, remota, para eventuais alterações. Discordando do documento da Seplag, o deputado estadual Dr. Eugênio (PSB) lidera um movimento que pede a revisão do estudo e que a população seja ouvida em audiências públicas.

Exigido por lei, o ZSEE em questão abrange os municípios de Cocalinho, Água Boa, Nova Nazaré, Novo Santo Antônio, São Félix do Araguaia, Luciara, Canarana, Porto Alegre do Norte, Santa Terezinha, Nova Xavantina, Confresa, Vila Rica, Ribeirão Cascalheira, Serra Nova Dourada, Araguaiana, Bom Jesus do Araguaia e Canabrava do Norte, em áreas ribeirinhas e afastadas dos rios Araguaia, das Mortes e Cristalino. O documento cria duas áreas de preservação que juntas somam mais de um milhão de hectares, e define que numa extensão em torno de quatro milhões de hectares não se permitirá a exploração agropastoril tecnificada ficando restrita à agricultura familiar. “É o fim da economia do Araguaia”, protesta o deputado, que tem domicílio em Água Boa, um dos municípios incluídos ao ZSEE.

Mesmo com a quarentena, o auditório da Famato deverá receber bom público formado por deputados estaduais e federais, senadores, prefeitos, vereadores e representante das diversas cadeias econômicas do Araguaia.

Dr. Eugênio discorda das consultas públicas, que “são seletivas” na medida em que excluem a participação popular, “principalmente se levarmos em conta que a internet não é de boa qualidade na quase totalidade do (Vale do) Araguaia”. Segundo ele, “o correto, sensato e democrático seria a realização de audiências públicas”, resume.

Na região é grande o temor quanto ao ZSEE, e isso levou produtores rurais e pecuaristas a se unirem e formarem a Associação dos Fazendeiros do Vale dos Rios Araguaia, Cristalino e das Mortes (Afava) criada para levantar bandeira contra o modelo do zoneamento criado para a região.

MEMÓRIA – O zoneamento que assusta o Vale do Araguaia começou a ser elaborado em 2008, sua tramitação foi demorada, e após a Assembleia Legislativa o aprovar, o Ministério Público Estadual ingressou na Justiça com uma ação pedindo alterações em seu texto. Depois de longo período judicializado, a Seplag o reapresenta.

Diário de Cuiabá

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