É fascinante observar como o macaco-prego (do gênero Sapajus) desenvolveu a habilidade de usar pedras como martelos e bigornas naturais para quebrar alimentos duros, como castanhas, sementes e até caramujos. Esse comportamento, chamado de “litoclastia”, foi documentado por pesquisadores em várias regiões do Brasil.
Com precisão impressionante, o macaco escolhe uma pedra de formato ideal, coloca o alimento sobre uma rocha maior e o golpeia repetidamente até conseguir acessá-lo. Eles fazem isso com técnica apurada, usando força suficiente para quebrar a casca, mas sem danificar a parte comestível.
O mais intrigante é que esse comportamento não é instintivo ele é aprendido. Filhotes observam os adultos por muito tempo até dominar o uso das pedras. Os jovens passam anos testando, errando e imitando os mais experientes. Isso configura um verdadeiro processo de transmissão cultural, algo antes atribuído quase exclusivamente aos humanos e grandes primatas, como chimpanzés.
Em outras palavras, o conhecimento sobre as ferramentas é herdado não geneticamente, mas socialmente. Cada grupo de macaco-prego pode, inclusive, desenvolver variações técnicas próprias, como o uso de suportes diferentes ou tipos específicos de pedra o que dá indícios de uma forma rudimentar de “tradição” entre grupos.
Os macacos-prego não apenas usam pedras como ferramentas eles escolhem, testam e até “afiam” as melhores antes de usar. É como se tivessem seu próprio kit de ferramentas na floresta.
A Ibiapaba (também chamada de Serra da Ibiapaba ou Chapada da Ibiapaba) fica na divisa entre o Ceará e o Piauí, no Nordeste do Brasil.
Ela é uma região de serras com clima ameno, cachoeiras, trilhas e mirantes muito procurada por turistas. As principais cidades na parte cearense são Viçosa do Ceará, Tianguá, Ubajara e Ibiapina.
Um destaque é o Parque Nacional de Ubajara, famoso por suas grutas e pela biodiversidade.



















