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Prefeitura de Querência exonera secretário após prisão e descumprimento judicial

A Prefeitura de Querência confirmou a exoneração do secretário municipal Macgaiver Max Neves Souza após a constatação de uma nova prisão, decorrente do descumprimento de medidas protetivas determinadas pela Justiça.

De acordo com registros da Polícia Militar, o então secretário foi preso inicialmente em dezembro, em Querência, acusado de agredir a atual companheira. Após ser liberado em audiência de custódia, ele voltou a ser detido dias depois, em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Goiás, relacionado a agressões contra uma ex-companheira.

As ocorrências apontam reincidência e descumprimento de decisões judiciais, fatores considerados incompatíveis com o exercício de função pública. O caso teve repercussão política e institucional, com manifestações de autoridades e encaminhamento de informações aos órgãos competentes.

 

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Querência informou que a exoneração foi oficializada no dia 31 de dezembro de 2025. Em nota oficial, o Executivo municipal afirmou que adotou as providências administrativas cabíveis, respeitando os trâmites legais e os princípios da administração pública.

Na mesma nota, a gestão municipal reiterou o compromisso com a legalidade, a ética e a proteção dos direitos das vítimas, destacando que acompanha o caso dentro dos limites legais e institucionais.

A Segunda Prisão 

“Conforme registrado em boletim de ocorrência, por volta das 14h do dia 24 de dezembro de 2025, policiais militares foram cientificados da existência de mandado de prisão preventiva regularmente expedido pelo Poder Judiciário do Estado de Goiás, em desfavor de um investigado pela prática de crime tipificado na forma da Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha).

Diante da informação e em estrita observância ao dever constitucional de cumprimento das ordens judiciais (art. 144 da Constituição Federal), a equipe policial deslocou-se até a residência do investigado, onde este foi localizado e devidamente cientificado.

Diante da ordem, o indivíduo foi conduzido à Delegacia de Polícia, ocasião em que se procedeu ao formal cumprimento do mandado de prisão preventiva, nos exatos termos determinados pela autoridade judiciária competente.

Ressalte-se que todas as diligências foram realizadas com respeito às garantias legais e constitucionais do custodiado.

Por fim, a Polícia Civil esclarece que o cumprimento do mandado de prisão foi devidamente comunicado ao Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, para as providências legais cabíveis, sendo que o investigado passará por audiência de custódia, momento em que o juízo competente analisará a legalidade da prisão, bem como a necessidade de sua manutenção, nos termos da legislação vigente.

A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a legalidade, a proteção das vítimas de violência doméstica e familiar e a fiel execução das decisões judiciais.”

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