
O fenômeno La Niña chegou ao fim, e o Brasil entra agora em um período de neutralidade climática. No entanto, a tendência é de uma transição rápida para o El Niño já nos próximos meses, possivelmente a partir de maio.
A informação é baseada em análise do meteorologista Artur Müller, divulgada pelo Canal Rural. Segundo o especialista, o cenário atual indica uma mudança significativa no comportamento climático, com impactos diretos em diferentes regiões do país.
Durante a atuação da La Niña, o Brasil registrou características típicas como maior volume de chuvas nas regiões Norte e Nordeste e períodos de estiagem no Sul. Com o fim do fenômeno, inicia-se uma fase neutra, marcada pela ausência de influência direta dessas anomalias no Oceano Pacífico.
Entretanto, os modelos climáticos já apontam para o aquecimento das águas do Pacífico, condição que favorece a formação do El Niño. Caso se confirme, o novo fenômeno pode alterar novamente o regime de chuvas e temperaturas no país.
Historicamente, o El Niño provoca aumento das chuvas na região Sul e períodos mais secos no Norte e Nordeste, além de elevação nas temperaturas médias em diversas áreas do Brasil.
A possível chegada do fenômeno ainda exige acompanhamento, mas especialistas alertam para a importância de atenção por parte de produtores rurais, gestores públicos e da população em geral, diante dos impactos que podem afetar desde a agricultura até o abastecimento de água.
Querência News/ Elisa Coelho
Com informações: Canal Rural



















