Quando os primeiros sintomas da gripe aparecem, o desconforto é quase imediato. Coriza, espirros, congestão nasal, dor de garganta e mal-estar geral levam muitas pessoas a recorrerem rapidamente aos medicamentos e o antialérgico costuma estar entre as escolhas mais comuns.
No entanto, especialistas alertam que o uso automático desse tipo de remédio nem sempre é a melhor opção no tratamento da gripe. Isso porque a gripe é uma infecção viral, enquanto os antialérgicos são indicados principalmente para controlar reações alérgicas, como rinite e alergias respiratórias.
De acordo com o médico pneumologista Tiago A. G. Grangeia, os antialérgicos podem até aliviar sintomas como coriza e espirros, mas não atuam diretamente contra o vírus da gripe. Além disso, alguns desses medicamentos podem causar efeitos colaterais, como sonolência, boca seca e lentidão, o que pode atrapalhar a recuperação e a rotina do paciente.
“O tratamento da gripe deve ser focado no alívio dos sintomas, hidratação adequada, repouso e, em alguns casos específicos, no uso de medicamentos orientados por um profissional de saúde”, explica o especialista. Ele reforça que a automedicação pode mascarar sintomas importantes e atrasar o diagnóstico de complicações respiratórias.
Por isso, antes de usar antialérgicos ou qualquer outro medicamento, a orientação médica é fundamental. Cada organismo reage de forma diferente, e o que parece inofensivo pode não ser o mais indicado.
A informação correta é uma grande aliada da saúde. Cuidar bem da gripe é também uma forma de proteger os pulmões e evitar problemas maiores.
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Tiago A. G. Grangeia
Médico Pneumologista
CRM 107931 | RQE 29140

















