
A Polícia Militar foi acionada via COPOM para atender uma ocorrência de possível violência doméstica em Água Boa, nesta sexta-feira (02/01/26). A solicitante, que se apresentou como vítima, relatou que seu convivente teria jogado álcool sobre ela e tentado atear fogo.
Ao chegar ao endereço informado, a guarnição constatou que a mulher não se encontrava inicialmente na residência, estando presente apenas o convivente, que se encontrava sentado em uma cadeira com uma criança no colo, filha do casal. Durante a averiguação, os policiais observaram que o homem apresentava visíveis sinais de embriaguez alcoólica. A residência estava totalmente revirada, com diversos objetos fora de seus locais habituais.
Posteriormente, a mulher chegou ao local também apresentando sinais de embriaguez alcoólica, portando uma garrafa de bebida alcoólica parcialmente cheia. Ela voltou a relatar que teria sofrido tentativa de agressão com álcool e fogo.
Questionada sobre a dinâmica dos fatos, a mulher informou que ambos passaram a noite ingerindo bebida alcoólica de forma contínua e que, durante um desentendimento, ela própria teria ateado fogo em uma bicicleta e em diversas roupas pertencentes ao convivente.
No momento do atendimento policial, não foram constatadas lesões aparentes que indicassem agressão física ou luta corporal entre os envolvidos.
Diante dos fatos e considerando a presença de uma criança de aproximadamente cinco meses de idade, filha do casal, a guarnição conduziu as partes ao 16º BPM para a confecção do boletim de ocorrência e solicitou a presença do Conselho Tutelar, que compareceu e realizou as orientações legais cabíveis. A criança ficou sob responsabilidade do Conselho Tutelar, que adotará as medidas pertinentes ao caso.
Durante a elaboração do boletim de ocorrência, a mulher proferiu ameaças reiteradas em desfavor do convivente, afirmando que em uma ocasião anterior já o teria esfaqueado e que, em uma próxima vez, poderia ocorrer algo ainda mais grave. As declarações foram devidamente registradas pela equipe policial.
O boletim foi confeccionado e encaminhado à Polícia Judiciária Civil, juntamente com os envolvidos, para conhecimento e demais providências. Ambos declararam não apresentar lesões corporais, informaram que os fatos decorreram de um desentendimento verbal e manifestaram desinteresse em representar criminalmente.
O caso foi comunicado à autoridade policial, Dr. Danilo, que determinou a lavratura do termo de renúncia, bem como a liberação dos envolvidos.
Querência News/ Elisa Coelho
Informações: PMMT


















