
A família do bebê Levy Júnior questiona o atendimento prestado à gestante Raissa da Silva Mendes no Hospital Municipal Dr. Daércio Oliveira de Moraes, em Nova Xavantina (MT), após a confirmação de morte fetal ocorrida em 19 de janeiro de 2026. Segundo relato da avó, Dayanne Dias da Silva, Raissa procurou o hospital no domingo após apresentar perda de líquido.
Na ocasião, foi realizado exame de ultrassom que indicou batimentos cardíacos fetais normais, e a gestante foi liberada para retornar para casa.
Na segunda-feira, Raissa voltou à unidade com dores intensas e nova perda de líquido. A família afirma que houve demora no atendimento médico e relata que, antes da realização de um novo exame, a gestante eliminou líquido com coloração esverdeada, situação que, segundo os familiares, indicava risco. Por volta das 13h30, um novo ultrassom constatou que o bebê já estava sem vida, ainda no útero. Após a confirmação do óbito fetal, o parto ocorreu de forma normal.
A família também afirma que não teve acesso aos exames de ultrassom realizados durante o atendimento.
Em posicionamento, a direção do hospital informou que a gestante possui histórico de perdas gestacionais anteriores e que o caso será analisado internamente junto à equipe médica responsável.
Em nota técnica divulgada, o Hospital Municipal esclareceu que Raissa era acompanhada regularmente pela rede municipal de saúde, classificada como gestante de alto risco e submetida a exames e monitoramento conforme protocolos do Ministério da Saúde.
A instituição afirmou que não foram identificados sinais prévios de risco iminente e que a causa do óbito fetal ainda não foi determinada, manifestando solidariedade à família e reafirmando compromisso com uma atuação ética e transparente. A nota foi assinada digitalmente pelo diretor clínico, Amilton Silva de Moura.
O velório de Levy Júnior foi realizado na Rua Porangatu, nº 234, no bairro Toneto, em Nova Xavantina, e o sepultamento ocorreu na terça-feira, às 13h.
Fonte: Notícias em Foco


















