Na manhã desta quarta-feira (04/02/26), durante o tradicional Café da Manhã com o Produtor Rural, realizado em Querência, lideranças do setor agropecuário discutiram temas relevantes para a safra atual e para o planejamento do próximo ciclo. A principal preocupação levantada foi o excesso de chuvas, que vem impactando diretamente o andamento da colheita.
Em entrevista à imprensa local, o presidente do Sindicato Rural de Querência, Osmar Frizzo, afirmou que muitos produtores estão apreensivos com as condições climáticas. Segundo ele, já há informações de ocorrência de soja ardida no município, o que pode comprometer a qualidade e o rendimento da produção. Frizzo destacou ainda que, no norte de Mato Grosso, as perdas têm sido maiores, aumentando o alerta em todo o estado.
De acordo com as previsões meteorológicas, o mês de fevereiro tende a ser inteiramente chuvoso, cenário que preocupa o setor. A falta de períodos de sol dificulta a colheita, eleva riscos de perdas no campo e pode gerar prejuízos ao produtor rural.
Outro ponto abordado no encontro foi a aquisição de adubos para a próxima safra. Conforme explicou Osmar Frizzo, os produtores costumam se antecipar nas compras como estratégia de planejamento. Em 2026, a aquisição de fertilizantes está cerca de 20% adiantada em nível nacional, enquanto em Mato Grosso esse índice chega a aproximadamente 35%, demonstrando cautela e organização por parte do setor.
Apesar das adversidades climáticas, a expectativa para a safra em Mato Grosso segue positiva. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) apontam uma produtividade média estimada entre 64 e 65,7 sacas por hectare, o que pode resultar em uma produção superior a 50 milhões de sacas no estado, um volume considerado bastante expressivo.
Ainda assim, o produtor enfrenta um dilema: com os preços da soja em patamares um pouco abaixo do esperado, é necessário produzir mais para cobrir os custos, o que, por outro lado, aumenta a oferta no mercado e pode pressionar ainda mais os preços. Mesmo sendo considerada a safra mais cara dos últimos tempos, a expectativa é de que o setor consiga se ajustar.
Segundo Frizzo, o produtor rural mato-grossense mantém o otimismo, apostando na força do agronegócio estadual. “Mato Grosso é pujante, tem conhecimento técnico e experiência para superar os desafios”, afirmou.
Querência News/ Elisa Coelho
Imagens: Maria Eduarda

















