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Cidade do Araguaia que decretou lockdown manda pacientes até para outro Estado

Proporcionalmente, Confresa tem maior índice de infestação da Covid-19; pacientes são levados para Palmas, no Tocantins

O prefeito de Confresa (distante a 737.32 km de Cuiabá), Ronio Condão (PSDB), criticou na manhã desta segunda-feira (8) a falta de recursos do Ministério da Saúde para abrir novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no município em meio a pandemia da Covid-19. Em entrevista ao Bom Dia MT (TV Centro América), o chefe do Executivo Municipal comentou que esse foi um dos motivos para iniciar o lockdown na cidade que já enfrenta um colapso no sistema de saúde.

Segundo ele, pacientes contaminados pelo vírus estão sendo encaminhados para outras cidades, como Palmas (TO), Cuiabá e Barra do Garças.  “Nós não temos investimentos para construir novos leitos de UTI. Estamos utilizando o que já tinha anteriormente. O que a cidade contribuiu com impostos deu para comprar quatro respiradores para o nosso município”, lamentou.

A mesma preocupação foi compartilhada pelo Secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, que apontou com a alta de taxa de ocupação dos leitos os infectados em Mato Grosso. Com 45,6% dos leitos ocupados, ele disse que, em breve, outras cidades sofrerão com a falta de vagas.

Diante desse cenário, o município que possui cerca de 30 mil habitantes decretou neste domingo (7), medidas rígidas de isolamento social em decorrência da pandemia.Confresa tem 157 casos de Covid-19 e 3 óbitos decorrentes da doença.

Proporcionalmente, é o município com maior índice da Covid-19 em Mato Grosso, superando até Cuiabá e Várzea Grande. “Temos um prédio da UPA que está dando a assistência a esses pacientes, mas tá bem lotado. Nós temos os respiradores, mas não temos UTI. E como nós somos uma cidade polo, acabamos recebendo muitas pessoas, o que colabora para o aumento do número de casos. Então eu não vi outra medida a não ser o lockdown, porque nossa saúde já está em colapso”, explicou.

No decreto, o prefeito argumentou que a saúde é um direito de todos e dever do estado, garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doença e o acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. O prefeito citou ainda no decreto as proposições do Ministério da Saúde, que apresenta o bloqueio total, ou lockdown, como medida eficaz para redução da curva de crescimento do novo coronavírus e para dar tempo para a reorganização do sistema em situação de aceleração descontrolada de casos e mortes.

Além disso, conforme o documento, o bloqueio total implica na interrupção de qualquer atividade por curto período de tempo e um bloqueio total, e que entradas do perímetro são bloqueadas por profissionais de segurança e ninguém tem permissão para entrar ou sair do local isolado.

“Está fechado tudo, apenas alguns comércios funcionam com extrema rigorosidade na fiscalização. Mais que duas pessoas não podem andar sem se identificar para onde estão indo. O único objetivo nosso é declinar essa curva que está bem exponencial”, finalizou.

Folha Max

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